O Tax Summit 2026, realizado nos dias 31/03 e 01/04 pela Live University / Confeb, reuniu mais de 60 palestras distribuídas em três palcos simultâneos — Tax Tech Stage, Strategy Stage e Compliance Stage. A Taxcel marcou presença com duas palestras no Strategy Stage, e aqui compartilhamos os principais insights do evento.
1. Reforma Tributária já saiu do papel
Se houve um tema dominante no Tax Summit, foi a Reforma Tributária. A grande maioria das palestras abordou diretamente CBS, IBS, split payment ou os impactos práticos da transição. Não se trata mais de "se vai acontecer", mas de "como operacionalizar".
Na palestra "Reforma Tributária: Do Planejamento à Operação do Novo Sistema Tributário", Pedro Lima (Taxcel) e Fabio Rodrigues (Busca.Legal) apresentaram o framework das Três Ondas:
- Adaptação de sistemas (2025)
- Planejamento e simulação de impacto (2026)
- Operacionalização da apuração assistida (2027+)
Empresas que não simularem o impacto real por NCM, CFOP e UF antes do orçamento 2027 vão sentir no caixa. Simulação sem dados históricos é achismo.
2. IA no fiscal deixou de ser tendência — virou infraestrutura
Pelo menos 8 palestras abordaram inteligência artificial aplicada ao mundo tributário, desde automação de rotinas repetitivas até inteligência contextual com dados SPED.
Na palestra "AI-Augmented Workforce: a nova era da gestão de tax", Pedro Lima trouxe o conceito de Hybrid Intelligence — a combinação entre IA e julgamento humano como novo padrão de produtividade.
O diferencial está na IA contextual (RAG) conectada aos dados reais da empresa — SPED, DFe, XMLs — transformando o SPED+DFe em Single Source of Truth (SSoT).
Dados da McKinsey: 43% das empresas não esperam redução de headcount com IA, e 64% relatam aumento de inovação.
3. Split Payment dominou as discussões de compliance
O Compliance Stage concentrou diversas palestras sobre split payment — desde o impacto na gestão de caixa e crédito até a preparação operacional das empresas.
O saneamento de dados cadastrais apareceu como pré-requisito fundamental antes da entrada do modelo de pagamento dividido. Empresas precisam garantir que seus dados fiscais estejam conciliados antes que o fisco faça isso automaticamente.
4. Dados e conciliação: o motor invisível da transição
Com a apuração assistida da Receita Federal, quatro fontes de dados precisarão estar perfeitamente alinhadas:
- Documentos fiscais (NF-e / CT-e / NFS-e)
- Plataforma da Receita Federal
- Sistema financeiro
- SPEDs fiscais
A empresa que chegar em 2027 sem datalake fiscal e rotina de conciliação automatizada vai operar no improviso — e pagar caro por isso.
5. O profissional fiscal precisa evoluir — e rápido
Do Strategy Stage ao Compliance Stage, a mensagem foi consistente: o futuro da área tributária é passar de centro de custo para plataforma de inteligência.
Empresas como Netflix, Mercedes-Benz, Sicredi, TetraPak, Anglo American e Yamaha trouxeram cases reais de transformação, reforçando que a mudança já está acontecendo nas maiores organizações do país.
Conclusão
O Tax Summit 2026 deixou claro que estamos vivendo um momento de convergência: a Reforma Tributária exige ação imediata, a IA contextual está mudando o jogo, e os dados fiscais são o ativo mais valioso (e mais subutilizado) das empresas.
Para quem quer se aprofundar nas Três Ondas da Reforma ou entender como a AI-Augmented Workforce transforma a gestão tributária, entre em contato conosco.

